Grupo Ganéo https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/ Piscicultura, Terraplanagem, Engenharia e Projetos Thu, 15 Dec 2022 19:42:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-Ganeo-Projetos-e-Piscicultura-Mobile2-32x32.png Grupo Ganéo https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/ 32 32 Dicas de iscas artificiais https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/2022/12/15/dicas-de-nos-para-pesca-2/ Thu, 15 Dec 2022 17:45:40 +0000 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/?p=1892 Quando o peixe não está entrando na isca artificial e apenas seguindo-a, tente dar uma paradinha na isca, mas não pare por muito tempo, senão o peixe vai embora. Pare, dê uma trabalhada rápida com…

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Quando o peixe não está entrando na isca artificial e apenas seguindo-a, tente dar uma paradinha na isca, mas não pare por muito tempo, senão o peixe vai embora. Pare, dê uma trabalhada rápida com ponta de vara, sem recolher muito, e pare de novo. Repita o trabalho até ele entrar. Esta manha funciona muito bem para Tucunarés, Black Bass e Traíra.

Principalmente quando o peixe está manhoso, convém dar repetidos arremessos no mesmo lugar com trabalhos alternados. Por exemplo: um arremesso com trabalho rápido e o outro com trabalho lento. Isto funciona mais para “peixes de tocáia”, como Tucunarés, Traíras e Black Bass. Vale a pena insistir, pois isso lhe dará alguns peixes a mais em uma pescaria.

Quando você avista algum peixe parado ou passeando, nunca arremesse a isca em cima dele. Isso pode assustar o peixe, principalmente se a isca for de tamanho grande. Arremesse a isca a uma distância de mais ou menos um metro além dele e trabalhe-a fazendo com que a isca passe perto dele. Mas quando um peixe é avistado caçando (atacando uma presa) arremesse em cima dele porque nessa hora o instinto de caçador dele está apuradíssimo e qualquer coisa que se mexer ele irá atacar. E é melhor ele pegar sua isca primeiro do que a presa, assim é mais garantido que você o pesque.

Trabalhe bem o peixe, mantenha a linha sempre bem esticada, principalmente quando o peixe dá cabeçadas ou começa a dar saltos espetaculares. Quando o peixe saltar, jogue a vara para o lado e puxe-a, fazendo com que a linha fique bem esticada. Isso evita que o peixe jogue a isca longe, principalmente se a isca for pesada como o Jig.

Nunca mantenha o peixe fora da água por muito tempo. Sempre dê um tempo para ele respirar, principalmente se for tirar foto com mais de uma câmera, filmá-lo, etc etc… Nos intervalos de uma foto e outra, coloque o peixe na água, mantendo a boca e as brânquias dentro da água por alguns segundos. Ele agradecerá.

Solte o peixe porque o peixe acaba sim! Preserve a natureza e a alegria de boas brigas!

São incontáveis os modelos e tipos disponíveis de iscas para a categoria. Abordaremos apenas as mais eficazes e produtivas, tendo como comparação uma moeda de um centavo para dar uma idéia da dimensão das iscas.

Plugs:

Os de barbela (Shallow e Deep Runner) são mais produtivos. Quando tracionados afundam e, sem recolhimento, flutuam, facilitando o trabalho em estruturas como galhadas e touceiras de capim.

Não se aconselha o uso das iscas do tipo sinker (que afundam), pela grande possibilidade de perda. As de hélice podem ser úteis quando se deseja tirar os peixes de seus refúgios naturais.

Spinners – Têm inúmeros formatos e cores e são aplicáveis em todas faixas de profundidade, alternando velocidade de recolhimento. Com elas obtêm-se ainda um trabalho quase na superfície, quando se recolhe com velocidade relativamente rápida e a vara levantada na posição de 11 horas. Seus atrativos são a emissão de reflexos produzidos pela lâmina giratória e o ruído que causa ao ser recolhido.

Grubs e Micro-Jigs:

Com ação de fundo, devem ser trabalhadas com movimentos de tração com a vara e simultaneamente recolhidas bem lentamente, fazendo a isca trafegar junto ao fundo, num movimento de sobe e desce.

Spingrub:

Reúne a vibração do spinner com a eficiência do grub, com a vantagem de cobrir vários tipos de estruturas em diversas profundidades diferentes.

Spin-n-glo:

Isca que possui um corpo plástico dotado de palhetas que quando tracionada faz um movimento giratório imitando um inseto se debatendo na água.

Iscas Naturais ou Processadas – Na pesca de pequenos peixes como o lambari, o SPINCAST é extraordinário para arremessar o conjunto bóia-anzol até os pontos mais inacessíveis.

CUIDADOS ESPECIAIS:

Pelo SPINCAST ser dotado de um mecanismo de alta precisão, deve-se tomar o máximo de cuidado para evitar o amassamento da cobertura frontal. Também não esqueça as precauções contra quedas acidentais e não deixar o equipamento solto dentro do barco para que os impactos não comprometam seu funcionamento.

Fonte: Pesca & Dicas

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Dicas de nós para pesca https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/2022/12/15/dicas-de-nos-para-pesca/ Thu, 15 Dec 2022 17:27:36 +0000 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/?p=1889 Nó Albright: Usado quando se quer prender um líder de linha mais grossa à linha principal, mais fina, e pode ser: monofilamento x monofilamento mais grosso, mono x fluorocarbono, mono x multifilamento, ou mono x…

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Nó Albright:

Usado quando se quer prender um líder de linha mais grossa à linha principal, mais fina, e pode ser: monofilamento x monofilamento mais grosso, mono x fluorocarbono, mono x multifilamento, ou mono x aço encapado.

Nó de Sangue:

Usado quando vamos unir linhas de diâmetros iguais ou com até 50% de de diferença de diâmetro.

Nó multi-mono:

Usado quando se quer unir monofilamento ou fluorocarbono à linha de multifilamento. É baseado no nó Albright, com modificação que visa sobrepor o multifilamento e deixá-lo mais apertado no fluorocarbono.

Nó Único (Nó Terminal):

Usado para amarrar anzóis, snaps, giradores, bóias, enfim pode ser usado em quase todas as situações, inclusive para amarrar as linhas aos carretéis de molinetes e carretilhas. Não é recomendado para linhas multifilamento.

Nó Palomar (Nó Terminal):

Usado para prender anzóis, giradores, snaps, este nó é especialmente indicado para fazer nós terminais quando usamos linhas multifilamento, pois é muito simples e de alta resistência.

É conhecido por rabicho de correr aquele em que a chumbada desliza pelo seu corpo e a pernada é presa na sua extremidade. A montagem com apenas um anzol é uma das mais utilizadas pela facilidade de confecção. O princípio básico é permitir que a chumbada deslize livremente pela linha e pare num ponto desejável sem danificar o nó. As miçangas são importantes para protege-lo e para permitir a melhor movimentação da argola do girador ou da chumbada em torno da linha. As miçangas feitas de plástico são mais resistentes que as de vidro, as quais, às vezes, se partem com o impacto da chumbada.

Pequenos pedaços de espaguete de plástico para revestir condutores também são utilizados, substituindo perfeitamente as miçangas. Essa montagem padrão serve para quase todas modalidades de pesca: pesca embarcada de fundo, de rodada e para a de fundo desembarcada. A chumbada fica livre deslizando pelo rabicho e é retida acima do anzol pelo girador. Antes de ser fisgado, o peixe levará a isca sem sentir o peso da chumbada, propiciando um espaço de tempo para que ela seja engolida. Na falta do girador, ou quando não for conveniente usa-lo (em locais de enrosco), o nó de união ligando ao rabicho servirá também como o retentor da chumbada

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Principais doenças dos peixes https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/2022/12/14/dicas-de-nos-para-pesca-2-2-2-2/ Wed, 14 Dec 2022 18:54:28 +0000 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/?p=1906 Para prevenir das doenças que se manifestam com uma maior freqüência num tanque recém montado, são indispensáveis algumas medidas profiláticas, como a higiene geral das instalações e dos peixes e plantas recém adquiridos, ter sempre…

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Para prevenir das doenças que se manifestam com uma maior freqüência num tanque recém montado, são indispensáveis algumas medidas profiláticas, como a higiene geral das instalações e dos peixes e plantas recém adquiridos, ter sempre um aquário quarentena ou aquário hospital para o tratamento e inclusão de peixes e plantas antes de integrar no tanque principal.

Se algum peixe aparecer infectado, adote os procedimentos curativos recomendados abaixo:

DOENÇA: Achlya ou Saprolegnia. (Fungos).

CAUSAS E SINTOMAS: Manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Oodinium pillularis (Parasita).

CAUSAS E SINTOMAS: Podem devastar um aquário em poucas horas. O primeiro sintoma é a falta de apetite. Respiração ofegante, peixes na superfície, ficam desequilibrados. Podem haver nas escamas um brilho fraco, como veludo.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro associado a um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA : Costia.

CAUSAS E SINTOMAS: Falta de apetite. Manchas esbranquiçadas. Ramificações vermelhas nas nadadeiras.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro ou um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Ictio.

CAUSAS E SINTOMAS: Pequenos pontos brancos nas nadadeiras ou em todo o corpo. Nadadeiras fechadas. Costumam esfregar-se no substrato ou nas pedras.

TRATAMENTO: aplicar um parasiticida de ação rápida.

DOENÇA: Nadadeiras Roídas.

CAUSAS E SINTOMAS: Podem ser vários motivos. Geralmente são bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e se desfazem. O pH ácido favorece o seu aparecimento.

TRATAMENTO: Corrigir o pH antes do tratamento. Aplicar um antibiótico de largo espectro.

DOENÇA: Fungo na boca.

CAUSAS E SINTOMAS: Grossa camada de fungo na boca parecida com algodão. O fungo pode estar associado a bactérias que se localizam em ferimentos.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro ou aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Dactylogyrus ou Gyrodactylus.

CAUSAS E SINTOMAS: Falta de apetite. Inflamação e inchação nas brânquias . Turvação dos olhos. Respiração ofegante.

TRATAMENTO: aplicar um parasiticida de ação rápida.

DOENÇA: Hidropsia (ventre volumoso).

CAUSAS E SINTOMAS: É causada por bactérias que atacam os órgãos internos, paralisando-os. Os peixes ficam barrigudos e com as escamas eriçadas. De difícil cura.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Tuberculose ou Barriga seca.

CAUSAS E SINTOMAS: O peixe fica magro com o ventre retraído. Pode ser causado por alimentação de má qualidade ou pouco variada.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Olhos Inchados (pop-eye).

CAUSAS E SINTOMAS: Podem ser causadas por bactérias (tuberculose e hidropsia), por fungo (Ichthyosporidium) ou por vermes.

TRATAMENTO: Aplicar um parasiticida de ação rápida associado com um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA: Buraco na Cabeça (Hole-in-Head).

CAUSAS E SINTOMAS: Doenças dos Acarás. Atacam os órgãos internos, causando danos que podem ser irreversíveis. De difícil cura. Falta de apetite, na fase final aparecem inchações e perfuração na cabeça e no corpo. Não é muito contagiosa.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

Água muito ácida.

CAUSAS E SINTOMAS: Nadadeiras fechadas, escamas eriçadas, natação irregular, tremores.

TRATAMENTO: Verificar o pH, aumentar com um tamponador de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes.

Água muito alcalina.

CAUSAS E SINTOMAS: Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junta a superfície. Podem haver perdas nas escamas.

TRATAMENTO: Verificar o pH, abaixar acidificante de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes. Se for necessário um novo ajuste, faça-o somente após 4 horas para dar tempo de aclimatação dos peixes e plantas.

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Como comprar alevinos https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/2022/12/14/dicas-de-nos-para-pesca-2-2-2/ Wed, 14 Dec 2022 18:52:06 +0000 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/?p=1903 Os alevinos adquiridos devem ter qualidades genéticas e ausência de doenças. O transporte dos alevinos deve ser feito seguindo as seguintes recomendações: – Efetuados em dias não muito quentes; – Estocagem de 50 gr. de…

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Os alevinos adquiridos devem ter qualidades genéticas e ausência de doenças. O transporte dos alevinos deve ser feito seguindo as seguintes recomendações:

– Efetuados em dias não muito quentes;

– Estocagem de 50 gr. de peixe por litro de água;

– Usar sacos plásticos resistentes 90 X 40cm com aproximadamente 5 litros de água e 15 litros de oxigênio.

Os peixes devem ficar em jejum 24 horas antes do transporte. Além da qualidade e procedência dos alevinos, um outro fator de grande importância na compra dos alevinos é o tamanho. Recomenda-se a compra de alevinos maiores de 5 a 6 cm de comprimento, pois quanto menor o alevino menor resistência em relação à obtenção de alimentos, defesa contra predadores, resistência a mudanças climáticas e outras.

Deve-se proceder à soltura dos alevinos nos tanques obedecendo-se à igualdade de temperatura das águas do tanque e dos sacos transportadores, colocando estes embalados na água por um período de 15 minutos, suficientes para que as águas tenham temperaturas igualadas.

Controle de predadores:

Deve-se controlar a entrada de água no viveiro. Pode ser feito com telas excluidoras ou filtro de areia e britas para desinfecção do viveiro, deve ser esvaziado regularmente com tratamento de cal virgem ou hidratada. Existem também tratamentos químicos de desinfecção para eliminação de peixes e alevinos indesejáveis.

Controle da criação:

Para um eficiente controle da criação de peixes, é necessário acompanhar diariamente parâmetros que influem diretamente no desenvolvimento da cultura como temperatura, oxigênio dissolvido e sólidos em suspensão, consumo de ração, taxas de fertilização e conversão alimentar medida através de amostragem da biometria dos peixes.

Pré engorda de alevinos:

Técnica que permite melhor controle das condições de manejo e crescimento dos peixes. Faz-se em tanques de 200 a 1000 m2. Soltam-se os alevinos em densidade inferior a 12 alevinos por metro quadrado de viveiros (permite controlar melhor a alimentação). Os viveiros devem ser cheios somente alguns dias antes da chegada dos alevinos. A engorda varia de 60 a 90 dias e os peixes são retirados com 50 – 70 g de peso.

A engorda:

Estágio em que o peixe deverá converter todo seu potencial genético em forma de crescimento. Irão competir por alimento, e oxigênio e se defrontará com problemas como a liberação de amônia e outros dejetos na água (por isso é que há a necessidade de renovação de água no viveiro).

Na engorda deve-se dimensionar a densidade populacional e a produtividade esperada. O manejo deve obedecer aos índices adequados de oxigenação, nitratos e nitritos e amônia dos viveiros que dependem das condições naturais de cada profundidade, da alimentação fornecida e da capacidade e quantidade do manancial de abastecimento.

O cálculo do fornecimento de ração deve obedecer a amostragens quinzenais ou semanais do peso médio dos peixes.

Alguns apectos devem ser observados para fazer com que seus peixes cresçam com maior velocidade, então, preste atenção em alguns fatores, como por exemplo:

– Densidade de estoque adequada;

– Alimentação de boa qualidade e quantidade correta;

– Temperatura adequada da água do viveiro;

– Boa qualidade de água;

– Bom sistema de prevenção de doenças;

– Boa genética dos animais.

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Dicas de alimentação de peixes https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/2022/12/14/dicas-de-nos-para-pesca-2-2/ Wed, 14 Dec 2022 17:51:02 +0000 https://ganeoprojetosepiscicultura.com.br/?p=1895 DIETA ALIMENTAR Todas as larvas de peixe, qualquer que seja a espécie, após a absorção do saco vitelino, alimentam-se do plâncton, sendo que algumas espécies dão preferência ao fito e outras ao zooplâncton. A tilápia,…

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DIETA ALIMENTAR

Todas as larvas de peixe, qualquer que seja a espécie, após a absorção do saco vitelino, alimentam-se do plâncton, sendo que algumas espécies dão preferência ao fito e outras ao zooplâncton. A tilápia, peixe de regime alimentar preferencialmente planctófagos, após a absorção das reservas contidas no saco vitelino, passa a alimentar-se de algas, enquanto que a traira e o dourado, espécies carnívoras, preferem o zooplâncton.

A alimentação dos peixes pelo plâncton pode-se dar direta ou indiretamente. Alguns deles podem ingerir diretamente os organismos planctônicos, entretanto, para muitos outros o fitoplâncton constitui apenas um elo inicial da cadeia alimentar, pois que ele serve de alimento a protozoários e estes a rotíferos, microcrustáceos, larvas de insetos, vermes e outros animais que por sua vez constituem o alimento dos peixes. Mesmo os peixes carnívoros, comem outros peixes que se alimentam dos organismos planctônicos.

Atingida a fase de alevino o regime alimentar do peixe defini-se, porém existem certas espécies que permanecem fitoplanctófagas durante toda a vida.

De acordo com a diversidade dos alimentos, os peixes são divididos em: eurifágicos, quando consomem vários itens alimentares; estenofágicos, quando consomem pouca diversidade de itens; e monofágicos quando existe o domínio de um item.

De acordo com a natureza do alimento, as espécies são classificadas em: herbívoras, carnívoras, onívoras e detriófagas (incluindo plâncton), mas também são reconhecidas as espécies iliófagas e algumas que poderiam ser chamadas de especialistas, embora todas as outras citadas também sejam especialidades.

PLANCTÍVOROS OU PLANCTÓFAGOS

São assim denominados os peixes que se alimentam predominantemente de plâncton.

Classificam-se em:

a – Seletores: selecionam suas presas individualmente;

b – Filtradores passivos: abrem a boca e nadam, deixando que os rastros concentrem as partículas;

c – Filtradores ativos ou bombadores: o peixe fica parado ou ligeiramente em movimento fazendo bombear água com movimentos ativos da cavidade oro-branquial.

Tilápia

Durante seu primeiro estágio de crescimento, que vai do nascimento até atingir 3,5 cm de comprimento, a Tilapia rendalli alimenta-se exclusivamente de microorganismos pertencentes ao fitoplâncton e neste estágio, mesmo que haja na água onde elas se encontram abundância de organismos animais, estes não são encontrados em seu estômago. No segundo estágio de crescimento, de 3,5 até 10 cm de comprimento, dá-se uma transição alimentar de algas para vegetais superiores e finalmente no terceiro estágio, de 10 cm em diante, a alimentação é feita exclusivamente na base de vegetais superiores. Entretanto, outras espécies do gênero Tilapia, como T. galillaea e T. esculenta, são exclusivamente fitoplanctófagas, alimentado-se de algas durante toda sua vida.

HERBÍVOROS

São peixes que selecionam alimento vegetal vivo: vegetais superiores, macro e microalgas bentônicas e fitoplâncton.

Embora o peixe que se alimenta de fitoplâncton possa ser denominado herbívoro, essa expressão é mais apropriada para os que se alimentam principalmente de vegetais multicelulares, devido às adaptações anatômicas necessárias para utilizar esses vegetais e às implicações ecológicas de tal atividade.

Os mecanismos digestivos usados para destruir a celulose da célula vegetal, os herbívoros marinhos são classificados em quatro grupos:

– Os que digerem o alimento em estômagos com alta acidez;

– Os que trituram o alimento por meio de dentes faringeanos;

– Os que trituram o alimento por meio de um estômago muscular;

– Os que mantêm microorganismos que fermentam o alimento em uma porção da parte posterior do instestino.

Na revisão sobre peixes herbívoros de água doce, cita experimentos nos quais peixes perdiam peso quando alimentados somente com plantas e que o recuperavam quando a dieta era completamente com proteína animal. Isso permite deduzir que, na natureza, peixes herbívoros precisam complementar suas dietas com proteína animal; comenta também sobre a ação negativa dos taninos na digestibilidade das plantas. Observou que, no Rio Negro (Amazônia), os peixes herbívoros preferem frutas e sementes, ingerindo poucas folhas.

Hyporhamphus melanochir é herbívoro de dia e carnívoro de noite.

CARNÍVOROS

São peixes que selecionam alimento animal vivo, incluindo zooplâncton. Quando o alimento é constituído principalmente por peixe é chamado de piscívoro ou ectiófago; quando os crustáceos, carcinófago, quando por moluscos, malacófago, quando por cefalópodos, teutófago, quando por insetos, insetívoro etc.

Nos rios e pequenos lagos, os insetos têm uma importante participação na dieta do peixe, os quais, geralmente, estão presentes o ano inteiro, embora estejam mais disponíveis na época das cheias. Os insetos adultos podem flutuar ou afundar, ao caírem na água ou ser carregados pela chuva, podendo também ser capturados por peixes especializados quando pousam perto da superfície da água. Entre as formas larvais, as de vida aquática são mais usadas como alimento, mas também são aproveitadas larvas terrestres.

O canibalismo tem importantes implicações na autoecologia das espécies, porque geralmente funciona como uma forma de autocontrole populacional, acentuando-se quando as condições de alimentação são inadequadas ou por conveniência de adultos, como ocorre em algumas espécies de Hoplias, Cichla, Salminus, etc. Atribui aos desenhos e ao colorido de Cichla ocellaris, que aparecem em exemplares a partir de determinado tamanho, a função de alertar os exemplares maiores da própria espécies para evitar o canibalismo.

ONÍVOROS

São peixes que utilizam de alimento animal e vegetal vivo, em partes bastante equilibradas. Quando há um certo domínio de algum dos itens. Referem-se às espécies como: onívoras com tendência à carnívora ou onívoras com tendência à herbívora. Em relação à ecologia trófica, usa o termo onívoro para referir-se às espécies que se utilizam de alimentos pertencentes a dois ou mais níveis tróficos.

O peixe carnívoro combina ingestão de alimento animal, que é de alto valor energético, porém requer um certo esforço para obtê-lo, com ingestão de alimento vegetal, que é de baixo teor energético, porém pode ser obtido com menor esforço, com a condição de ter capacidade para digeri-lo, conforme observado em Lagodon rhomboides.

Carpa (Cyrpinus carpio)

A carpa foi introduzida no Brasil, em princípios deste século, sendo originária da Ásia. Trata-se de peixe cujo hábito alimentar podemos classificar como sendo onívoro, mas que pode alimentar-se de plâncton toda a vida. Nas criações racionais desta espécie e de muitas outras, aquele deve constituir 50% da alimentação total.

As carpas, do ponto de vista da alimentação são muito fáceis de serem identificadas, tendo-se encontrado em seu estômago, muitas vezes, uma alimentação unicamente vegetal composta de pequenos fragmentos de folhas, pedaços de madeira, de raízes, de algas etc… Ela ataca os invertebrados e pode mesmo alimentar-se de peixes e até de sues próprios alevinos, mas é o plâncton que constitui sua alimentação de base. Consome essencialmente o zooplâncton que se alimenta ele próprio do fitoplâncton.

A importância de plâncton é tal para a alimentação das carpas que foi estabelecida uma classificação dos tanques, do ponto de vista piscícola, m função de seu índice planctônico.

DETRITÍVOROS

São peixes que se alimentam de matéria orgânica de origem animal em putrefação e/ou matéria vegetal em fermentação. É difícil reconhecer um detritívoro na natureza através do exame de conteúdo estomacal, porque um animal já morto pode ter as mesmas características de um animal morto pelo predador, assim como fica difícil reconhecer o detrito vegetal do semidigerido. Alguns detritívoros, talvez todos, têm suas dietas complementadas com algas e bactérias, como Mugil cephalus, Tilapia mossambica e hutilus rutilus.

ILIÓFAGOS

São peixes que ingerem substrato formado por lodo ou areia, que por si só não representa um tipo de alimento. O substrato é ingerido porque nele são encontrados os alimentos procurados (animal, vegetal ou detrito) sendo que esses peixes contam com um aparelho digestivo adaptado para selecioná-lo. Consequentemente, seria mais apropriado denominar o hábito de ingerir substrato, junto com o tipo de alimento usado, como: iliófago-detritívoro, para diferenciá-lo do detritívoro que não ingere lodo etc. O estudo alimentar de um iliófago deve incluir a correta separação do substrato inerte.

Os principais alimentos incluídos no lodo:

– organismo microscópicos de superfície;

– detrito planctônico sedimentado;

– detrito de macroflora;

– detrito de fauna nectônica e bentônica;

– matéria coprogênica;

– detrito orgânico e

– detrito inorgânico.

Curimbatá (Prochilodus scrofa)

O curimbatá é o peixe mais comum dos nossos rios, principalmente em São Paulo, onde ocorre na proporção de 70% do total dos vários peixes. É uma espécie de dentição atrofiada, que se alimenta de algas contidas no lodo. Estes peixes possuem um estômago musculoso, semelhante à moela das aves, adaptado portanto, a digerir a carapaça silicosa das diatomáceas. Estas constituem seu principal alimento, o que foi constatado através de estudos do conteúdo estomacal desses peixes.

Saguirú (curimatus sp)

Peixe destituído de dentição, de tamanho pequeno e muito comum em nossas águas, quer paradas, quer correntes. Alimenta-se o saguirú da matéria orgânica contida no lodo, especialmente das algas

Cascudo (Plecostomus sp)

O regime alimentar dos cascudos é muito especializado, pois alimentam-se exclusivamente de algas, dando preferência aos locais pedregosos onde estas se acumulam. Nunca se conseguiu criar uma só larva desse peixe com microcrustáceos.

A preferência dos cascudos pelas algas é de tal ordem que quando presos em aquários durante algum tempo, aderem aos vidros, limpando-os das algas que ai costumam acumular-se, daí serem chamados de “limpa-vidros”

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